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Sony lembra jogadores de que jogos digitais não são deles em meio a protestos

Email da Sony sobre termos de serviço reforça licença de jogos digitais pouco antes de boicote pelo fim da mídia física.

Sony lembra jogadores de que jogos digitais não são deles em meio a protestos

Jogadores de PlayStation em todo o mundo foram surpreendidos recentemente com um e-mail inesperado da Sony. A mensagem, enviada até mesmo para contas inativas há meses, continha a íntegra dos Termos de Serviço, Código de Conduta e o Contrato de Licença de Usuário Final da plataforma, trazendo à tona uma cláusula desconfortável: você não é dono dos seus jogos digitais.

No trecho destacado do contrato de licença de software, o texto reforça: "O Software é licenciado para você, não vendido". A empresa deixa explícito que o usuário adquire apenas uma licença pessoal, limitada, não transferível e não exclusiva para rodar o jogo de forma privada no console compatível, vetando qualquer tipo de revenda, modificação ou aluguel.

Timing polêmico e a campanha #PSBlackout

O envio em massa chamou atenção da comunidade pelo momento em que ocorreu. A notificação chegou poucos dias antes do início do protesto #PSBlackout, uma campanha organizada pelo grupo de preservação DoesItPlay. O boicote, planejado para acontecer entre 23 e 30 de agosto, convoca os fãs a deslogarem dos consoles, interromperem compras e cancelarem assinaturas como forma de protestar contra a decisão da Sony de encerrar a fabricação e venda de mídias físicas em disco a partir do início de 2028.

Durante a última apresentação de resultados financeiros, a diretoria da empresa foi questionada sobre o abandono dos discos. Lin Tao, diretor financeiro da Sony, justificou a transição apontando para uma mudança global de mercado, afirmando que a digitalização acelerada de conteúdos afeta toda a indústria do entretenimento, e não apenas a marca PlayStation.

Apesar da justificativa corporativa, a perda de posse definitiva continua gerando fortes debates sobre a preservação histórica dos games e os direitos dos consumidores em um futuro 100% digital.

Fonte: Eurogamer

Por Redação Save Point