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Microsoft Dá Para Trás e Apaga Recomendação de 32 GB de RAM para o Windows 11

A internet não perdoa e muito menos esquece: a Microsoft tentou apagar os rastros da sua exigência luxuosa, mas a gente sabe bem o que o seu PC precisa.

Em meio à alta nos preços de hardware e lançando seus próprios PCs de entrada com apenas 8 GB, a gigante da tecnologia tenta esconder o que ela mesma disse sobre a memória ideal para jogar.Em meio à alta nos preços de hardware e lançando seus próprios PCs de entrada com apenas 8 GB, a gigante da tecnologia tenta esconder o que ela mesma disse sobre a memória ideal para jogar.

O que é pior para um estúdio ou gigante da tecnologia...? Assumir que seu software principal se tornou um devorador de recursos imparável ou tentar varrer a sujeira para debaixo do tapete na calada da noite? A Microsoft resolveu testar a segunda opção com o Windows 11.

Recentemente, a empresa de Redmond simplesmente "sumiu" com uma documentação oficial do seu Windows Learning Center que cravava os 32 GB de RAM como a configuração ideal para o futuro dos jogadores no PC. No texto original, que havia sido reforçado em maio e publicado no ano passado sob o título “Como otimizar a configuração do seu PC gamer”, a Microsoft afirmava sem meias palavras: se você é um jogador hardcore que quer rodar jogos AAA no talo ou socar seus games de mods, 32 GB era o paraíso para a sua build. Para os meros mortais, 16 GB seria o "ponto de partida prático".

Mas se você tentar acessar o link hoje, adivinha? Um belo redirecionamento automático para a página inicial, como se aquela recomendação jamais tivesse existido. O caso é constrangedor, mas, como sempre, a salvação veio da gloriosa Wayback Machine.

Graças ao Wayback Machine, o artigo original não foi perdido no limbo da internet.

Faça o que eu digo, mas não olhe o que eu vendo

Você pode se perguntar: "Por que apagar uma recomendação técnica que faz todo o sentido para um setup de alto nível?" A resposta mora no bolso e na própria vitrine da Microsoft.

O mercado de hardware não está para brincadeira. Com a inflação nos componentes, encontrar kits DDR4 e, principalmente, DDR5 com preços amigáveis virou quase um looter shooter da vida real. O problema é que a própria Microsoft voltou a surfar na onda das máquinas mais básicas, e aí a hipocrisia bateu na porta.

Ao lançar seus novos modelos como o Surface Pro 12 e o Surface Laptop 13, alguém esqueceu uma checkbox importante: as versões de entrada desses aparelhos vêm com míseros 8 GB de RAM. Fica um pouco difícil convencer o consumidor a pagar milhares de dólares em um notebook novo "preparado para o futuro" enquanto a documentação oficial da mesma empresa diz que você precisa de quatro vezes mais memória para ter uma experiência livre de dores de cabeça, não é mesmo?

Um sistema com fome de RAM

Embora os requisitos mínimos oficiais do Windows 11 peçam apenas 4 GB de RAM, a realidade se impõe assim que você dá o primeiro boot. O sistema operacional moderno da empresa está lotado de interfaces e aplicativos baseados em tecnologias web, como React e WebView2. Para os desenvolvedores, isso é ótimo e acelera o trabalho. Para a sua máquina? É um pesadelo de otimização, já que essas soluções não rodam de forma tão nativa e limpa, abocanhando fatias gordas da sua memória disponível.

Isso não era um bicho de sete cabeças há alguns anos, quando a memória RAM era relativamente barata e fazer um upgrade não exigia um empréstimo. Hoje as coisas mudaram, e a Microsoft sentiu a água bater no pescoço de quem usa computadores de entrada.

E agora?

O impacto dessa manobra de relações públicas é claro: a Microsoft está tentando ganhar tempo. A empresa prometeu recentemente que vai lançar atualizações para otimizar o Windows 11 e reduzir o consumo de RAM em máquinas mais parrudas e modestas ainda este ano. Eles precisam que isso funcione pra ontem, especialmente com a concorrência espreitando.

Testes recentes do badalado canal Linus Tech Tips mostraram que, em cenários de uso lado a lado, sistemas Linux continuam consumindo bem menos recursos que o SO das janelas. Se o Windows quiser manter a coroa incontestável nos PCs gamers, vai precisar ser mais eficiente na prática, e não apenas apagando exigências difíceis do seu site oficial.

Até lá, a verdade nua e crua da comunidade permanece a mesma: se você quer jogar de verdade e garantir o FPS na tela, os 32 GB de RAM continuam sendo a meta — mesmo que a Microsoft finja que não disse isso.

Com informações de: Adrenaline, Windows Latest

Por Redação Save Point